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O Caminho da Inovação’18 – Expo & Networking

2018-09-28

 

No passado dia 26 de setembro, a Fábrica de Água de Alcântara recebeu algumas entidades do setor da água e saneamento, num evento organizado pela Águas do Tejo Atlântico, do Grupo Águas de Portugal, com o mote “O Caminho da Inovação ’18 – Expo & Networking”, onde se debateu o futuro da água através da partilha de conhecimentos e apresentação de casos de estudo inovadores, onde os SIMAR se fizeram representar pelo técnico da Divisão de Exploração de Redes de Águas, Eng.º Filipe Teixeira, que partilhou a experiência sobre o controlo de afluências indevidas.

 

As afluências indevidas em sistemas de drenagem são reconhecidas pelas entidades gestoras como uma das causas da deterioração dos sistemas de drenagem de águas residuais domésticas e pluviais. A degradação do desempenho hidráulico, ambiental e estrutural, traduz-se em desempenhos desadequados na exploração de redes e, consequentemente, na prestação do serviço, podendo levar a um impacto socioeconómico negativo, aumentando os custos de operação, manutenção e faturação e até casos de incumprimento de condições legais de gestão destes sistemas.

 

                 

 

O SIMAR, conscientes da importância do controlo das afluências indevidas nos sistemas de drenagem de águas residuais, pluviais e linhas de água, definiram uma estratégia definida em quatro pilares, que passa pela organização interna, a capacitação técnica dos recursos humanos, a elaboração de um plano de controlo de afluências indevidas (PCAI) e o reforço meios tecnológicos e recursos humanos. A estratégia definida é visível desde a formação de equipas dedicadas, a participação na Iniciativa Nacional para Controlo de Afluências Indevidas (iALFUI) com a chancela do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e a utilização de diversos meios e equipamentos no auxílio, diagnostico na avaliação e monitorização dos sistemas de águas residuais.

 

                 

 

Em termos de recursos tecnológicos são utilizados uma variedade de equipamentos e meios tecnológicos, entre os quais se destacam o sistema de inspeção vídeo de coletores, que permite avaliar o seu estado funcional e estrutural, vários tipos de medidores de caudais, que permitem avaliar a altura e velocidade de escoamento, avarias na rede, nas instalações de águas residuais e os parâmetros de qualidade de efluentes industriais. Todos estes equipamentos são parametrizados para envio dos dados e alertas via SMS para a divisão de exploração de redes de água.

 

                 

 

Com estes dados é possível, entre outros, confirmar a existência de afluências indevidas resultantes de infiltrações de águas pluviais na rede de águas residuais domésticas, com origens diversas, mas também ligações indevidas à rede pluvial e linhas de água e ainda afluência de efluentes industriais não conformes. Esta informação permite definir áreas prioritárias de intervenção, bem como as soluções técnicas adotar na correção das anomalias. Todas estas soluções contribuem para o caminho da gestão em tempo real das de redes de águas residuais.

 

                 

 

O encontro promoveu também a discussão sobre outros temas, como a utilização de água reciclada ou a visão do tratamento das águas residuais no futuro, estando entre a assistência a Sra. Administradora Mónica Vilarinho, o Sr. Diretor Delegado, Rui Abreu, a Diretora do Departamento de Exploração de Águas, Maria José Neto, a Chefe da Divisão de Redes e Manutenção, Florbela Ferreira e a Chefe da Divisão de Cadastros, Estudos e Projetos, Sofia Melo.

 

 

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